Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a mortalidade materna é uma tragédia evitável em 92% das vezes. No Brasil, aproximadamente 67% das mortes maternas ocorrem por causas obstétricas diretas, ou seja, complicações obstétricas durante gravidez, parto ou puerpério decorrentes da qualidade insuficiente da assistência, com intervenções desnecessárias, omissões ou negligência, tratamento inadequado e problemas estruturais do sistema de saúde. A razão de morte materna no Brasil de 60 mortes em cada 100.000 nascidos vivos é 3 vezes maior do que o índice recomendado pela OMS. A estimativa é de aumento deste índice em decorrência do impacto da Covid-19 na saúde das gestantes e mulheres no pós-parto, com o registro de 420 mortes maternas por essa causa em 2020 e 650 até maio de 2021. Esforços devem ser intensificados para o cumprimento das metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Organizações das Nações Unidas de redução da mortalidade materna, um dos principais indicadores de saúde e das iniquidades de gênero. Neste sentido, a escuta e a participação das mulheres pode contribuir para a melhoria da qualidade da atenção em saúde materna.
A pesquisa “Percepção das mulheres sobre a assistência obstétrica e suas consequências para a saúde da mulher e da criança em Belo Horizonte” quer conhecer a perspectiva das mulheres sobre a assistência obstétrica ao pré-natal, parto, pós-parto e situações de perdas gestacionais em Belo Horizonte.
O estudo é iniciativa do Mestrado Profissional de Promoção da Saúde e Prevenção da Violência do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG em parceria com o Departamento de Demografia e o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar/UFMG)
Para isso está em campo um questionário anônimo, virtual, autoaplicável com duração de aproximadamente 20 minutos.

O link direto para o questionário está disponível no site: https://questionarios.ufmg.br/index.php/147149.

São elegíveis para responder à pesquisa mulheres que receberam assistência obstétrica no período entre 01 de janeiro de 2018 e 30 de abril de 2021. Os resultados preliminares serão divulgados em setembro de 2021.

Mais informações sobre a pesquisa podem ser acessadas em: https://tinyurl.com/atendimentoesaudemulher

Contato para entrevistas:
Fabiana Guimarães
Aluna do Mestrado Profissional em Promoção da Saúde e Prevenção da Violência do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG.
+55(31) 996569554
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Sônia Lansky (orientadora):
Docente do Mestrado Profissional em Promoção da Saúde e Prevenção da Violência do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG
+55(31)987971924
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Raquel Zanatta Coutinho (co-orientadora):
Professora Adjunta. Departamento de Demografia e Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar/UFMG)
+55(31)994228400
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 Referências:

https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-mulher/mortalidade-materna-no-brasil-boletim-epidemiologico-n-o-20-ms-maio-2020/

https://aps.saude.gov.br/noticia/8736

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_epidem_obito_materno.pdf

https://bvsms.saude.gov.br/ultimas-noticias/2726-28-5-dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-dia-nacional-de-reducao-da-mortalidade-materna

http://portalods.com.br/noticias/mortalidade-materna-cresce-no-brasil/#:~:text=Em%202015%2C%20novos%20objetivos%20foram,at%C3%A9%20o%20ano%20de%202030

https://observatorioobstetrico.shinyapps.io/covid_gesta_puerp_br/