Defesa de Dissertação do Programa de Pós-Graduação em Demografia/CEDEPLAR/FACE/UFMG

Calendário
Defesas
Data
19.02.2018 9:30 am - 1:00 pm

Descrição

Defesa de Dissertação do Programa de Pós-Graduação em Demografia/CEDEPLAR/FACE/UFMG

 

Aluna: Raquel Carvalho de Andrade

 

Título: “Desigualdade de gênero no mercado de trabalho: uma análise comparativa dos diferenciais de rendimentos de duas coortes”

 

Data da Defesa: 19/02/2018 (segunda-feira)

 

Horário: 09h30

 

Orientadora:    

Profa. Simone Wajnman (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

Coorientadora:              

Profa. Ana Maria Hermeto Camilo de Oliveira (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

 

Banca Examinadora:            

Profa. Simone Wajnman (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

Profa. Ana Maria Hermeto Camilo de Oliveira (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

Profa. Luciana Soares Luz do Amaral (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

Profa. Sibelle Cornélio Diniz da Costa (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

  

Local da Defesa: Auditório nº 1 – Bloco de Seminários - FACE/UFMG - CAMPUS PAMPULHA

 

RESUMO:

Essa dissertação buscou analisar os diferenciais de rendimento por sexo no mercado de trabalho em uma perspectiva de coortes. A literatura aponta que a desigualdade tem decrescido nas coortes mais jovens e se aprofunda ao longo das primeiras décadas no mercado de trabalho. Para analisar essas hipóteses foram escolhidas duas coortes de nascimento, respectivamente, nas décadas de 1960 e de 1970.  Elas foram comparadas em três idades distintas, nos seguintes grupos quinquenais: dos 25 aos 29 anos, dos 35 aos 39 anos e dos 45 aos 49 anos, através das PNADs de 1985, 1995, 2005 e 2015.

Os diferenciais foram decompostos através da metodologia proposta por Oaxaca-Blinder. Os resultados obtidos são bastante surpreendentes. O diferencial salarial é crescente na primeira coorte. A força dos atributos femininos cresce a cada período no sentido de favorecer às mulheres, mas o peso exercido pelas características não observadas é tão maior que reverte o hiato salarial em benefício dos homens. Na segunda coorte, os diferenciais decrescem ao longo das idades. Nela também vemos as habilidades agindo em prol das mulheres, mas novamente o peso dos coeficientes os reverte fazendo com que os diferenciais sejam novamente favoráveis aos homens. Nessa segunda coorte, entretanto, a dimensão das habilidades é decrescente, o que influencia a dinâmica do comportamento do hiato ao longo das idades.  Em ambas as coortes a educação tem um papel central: por estarem mais concentradas nos grupos educacionais mais altos, as mulheres deveriam, ceteris paribus, ganhar mais do que os homens em todos os períodos.  Estar na categoria ocupacional de trabalhos manuais favorece às mulheres, enquanto por serem mais numerosas entre as domésticas elas são penalizadas. Por outro lado apenas os retornos dos níveis educacionais são significativos em termos das características não observadas e o efeito coeficiente dos níveis educacionais age sempre penalizando as mulheres em relação aos homens.

 

ABSTRACT:

The aim of this dissertation was to analyse gender income inequality in the labour market from a cohort perspective. The literature points out that inequality has been declining once younger cohorts enter the labour market and it deepens within the first decades of work. To analyse these hypothesis two cohorts have been chosen those born in the 60s and the 70s. They have been compared in three different age groups (from 25 to 29 years, from 35 to 39 years and from 45 to 49 years) through the National Household Sample Survey (PNAD) of 1985, 1995, 2005 and 2015.  

The differentials were decomposed through the Oaxaca-Blinder methodology. The results obtained are quite surprising. The wage differential is increasing in the first cohort. The strength of feminine endowments grows in each period in favor of women but the weight exerted by the unobserved characteristics is so much stronger that it reverses the wage gap in the benefit of men. In the second cohort the differentials decrease over the ages. We also see the abilities acting in favor of women but again the weight of the coefficients reverses them making the differentials again favorable to men. In this second cohort, however, the endowments dimension is decreasing, which influences the dynamics of the behavior of the gap over the ages. In both cohorts education has a central role. Because they are more concentrated in the higher educational groups women should, ceteris paribus, earn more than men in all periods. Being in an occupational category of manual labor favors women while being among the ones that exert domestic duties penalizes them. On the other hand only the educational levels are significant in terms of the coefficients and the effect of the educational levels always acts penalizing the women with respect to the men.